Como começar no empreendedorismo feminino digital, mesmo do zero?

Eu comecei do zero. Fui manicure por 28 anos, não sabia nada de internet e tinha medo de aparecer. Empreender no digital não exige diploma nem loja. Exige direção, constância e um primeiro passo do tamanho da sua rotina, seja você dona de casa, CLT ou autônoma. Aqui eu conto como foi o meu começo e por onde eu começaria hoje.

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O que é empreendedorismo feminino digital, na prática

É a mulher criando a própria fonte de renda pela internet, com o celular e o tempo que ela tem. Pode ser vendendo como afiliada produtos de outras empresas, vendendo em marketplace ou transformando o que ela já sabe fazer em serviço. Não é sobre virar influenciadora. É sobre ter um negócio que é seu.

Todo dia 19 de novembro se comemora o Dia do Empreendedorismo Feminino. É uma boa data pra tirar a ideia do papel.

Pra qual mulher isso serve?

Pra muito mais mulheres do que parece. Tem a dona de casa que cuida da casa e dos filhos e quer ter um dinheiro que é dela. Tem a mulher que trabalha fora e quer, um dia, parar pra ficar mais perto da família. Tem a que cansou de trabalhar pros outros, de depender de patrão pra decidir a folga, o horário e o salário. E tem a que já tem uma profissão, como eu tinha, e sente que está trabalhando demais pra ganhar pouco.

O ponto de partida é o mesmo pra todas: duas horas por dia. Quando as crianças dormem, depois do expediente, no fim da tarde ou de manhã cedo. O digital não pede o dia inteiro pra começar. Pede constância naquelas duas horas que já são suas. E dá pra fazer de casa, pelo celular, sem largar o que você faz hoje até o digital estar de pé.

Se você é mãe, contei em outro artigo o que eu faria diferente se começasse com filho pequeno.

Por que tanta mulher quer empreender e não começa

Nas conversas com as mulheres que eu acompanho, aparecem sempre três travas: falta de tempo, medo de aparecer e não saber por onde começar. Eu tive as três. Nenhuma delas se resolve esperando a hora certa. Elas se resolvem com um passo pequeno e alguém mostrando o próximo.

Como eu comecei, saindo da cadeira de manicure

Comecei estudando à noite, depois do salão, duas horas por dia. Conciliei as duas coisas por seis meses antes de o digital virar minha renda principal. Nos primeiros meses, vendi sem mostrar o rosto. Contei essa história completa em outro artigo.

Por onde eu começaria hoje, se fosse do zero

Primeiro, encontrar as suas duas horas por dia e proteger esse horário. Depois, escolher um caminho só, e não tentar tudo ao mesmo tempo. E, principalmente, ter alguém olhando pro seu caso, porque é isso que evita desistir na segunda semana. Se o seu objetivo agora é uma renda extra sem sair de casa, esse é o mesmo começo.

Principais pontos

  1. Empreendedorismo feminino digital é ter uma fonte de renda própria pela internet, sem precisar virar influenciadora.
  2. Serve pra dona de casa, pra quem trabalha fora e quer parar, e pra quem não quer mais trabalhar pros outros. Duas horas por dia já permitem começar.
  3. Falta de tempo, medo de aparecer e não saber por onde começar são as travas mais comuns, e todas têm saída.
  4. Escolher um caminho só no início é o que separa quem continua de quem desiste.
  5. Pra saber qual caminho faz sentido pro seu caso, o próximo passo é conversar direto comigo pelo WhatsApp.
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Escrito por Karly Araujo, ex-manicure em Cariacica (ES) e hoje empresária no digital em Vila Velha (ES).
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