Foram 28 anos das minhas mãos cuidando das unhas de outras mulheres. Hoje sou mulher empresária, vivo do digital ao lado do meu marido, e conto aqui como foi essa virada: sem aparecer no início, sem largar o salão de um dia pro outro, e sem ter todas as respostas prontas antes de começar.
Eu não vim de uma família com dinheiro, nem tive alguém que abriu portas pra mim. Comecei como manicure porque precisava trabalhar, e fiquei nessa profissão por 28 anos. Gostava do que fazia, mas sentia que trabalhava demais pra ganhar pouco, e que minha renda dependia inteiramente das minhas mãos, todos os dias, sem folga real.
Não. Eu tinha medo de aparecer, não sabia nada de tecnologia, e sinceramente não fazia ideia de como alguém vivia da internet vendendo algo que não fosse produto físico. O que me fez começar foi perceber que eu não precisava ter todas as respostas antes de dar o primeiro passo, só precisava de direção.
Por 6 meses, conciliei o salão com meus primeiros passos no digital. Não larguei nada de um dia pro outro, e também não precisei aparecer em vídeo desde o início. Fui testando, aprendendo e ajustando aos poucos, dentro do tempo que eu tinha depois do trabalho, até o digital virar minha renda principal.